Calculadora de Juros (Simples e Compostos)
Diferença rápida entre juros simples e compostos
Juros simples calculam sempre sobre o valor inicial. Juros compostos recalculam sobre o saldo acumulado a cada período.
Esta página serve para uma decisão específica: qual tipo de juros usar neste cálculo — e o que muda no resultado quando você escolhe errado.
Não é um guia didático, nem uma explicação teórica. É um apoio direto à decisão, com comparação objetiva e exemplos verificáveis.
Juros simples e juros compostos não são versões “melhor” ou “pior” do mesmo conceito. São ferramentas diferentes, usadas em contextos diferentes. O erro mais comum é aplicar juros compostos onde a regra é simples — ou o contrário — e tirar conclusões erradas sobre custo, dívida ou rendimento.
Quando faz sentido usar juros simples
Use juros simples quando a regra do contrato, da cobrança ou da multa não prevê capitalização.
Isso costuma ocorrer em situações pontuais, de curto prazo ou de penalidade fixa, como:
- multa por atraso com percentual único
- juros moratórios calculados sobre o valor original
- correções previstas por lei ou regulamento específico
- cálculos administrativos onde o juro não “gera juro”
O ponto decisivo aqui é simples: o valor base não muda ao longo do tempo.
Onde as pessoas erram
O erro comum é assumir que “todo juro é composto”.
Quando isso acontece, o custo final é superestimado — e a decisão (pagar, parcelar, negociar) parte de um número que não existe na prática.
Quando faz sentido usar juros compostos
Use juros compostos quando há capitalização periódica — ou seja, quando os juros de um período se somam ao saldo e passam a gerar novos juros.
Isso é típico de:
- empréstimos e financiamentos bancários
- cartões de crédito e crédito rotativo
- aplicações financeiras com reinvestimento
- parcelamentos longos com saldo atualizado
Aqui, o fator decisivo não é o prazo em si, mas a existência de capitalização.
Onde as pessoas erram
O erro mais comum é subestimar o impacto do tempo.
Mesmo taxas aparentemente pequenas se tornam relevantes quando aplicadas de forma composta. O custo real só aparece quando o cálculo respeita a capitalização prevista.
O que muda no resultado: comparação direta
Considere o mesmo cenário nos dois modelos:
Valor inicial: R$ 1.000
Taxa: 5% ao mês
Prazo: 12 meses
Juros simples
- Juros total: 5% × 12 = 60%
- Valor final: R$ 1.600
Juros compostos
- Valor final: R$ 1.795,86
A diferença aqui não vem de “taxa maior”, mas do método de cálculo.
Em prazos curtos, a diferença pode parecer pequena. Em prazos longos, ela deixa de ser detalhe e passa a ser o fator dominante da decisão.
Quando a diferença ainda não importa tanto
Em períodos muito curtos — semanas ou poucos meses — a diferença entre simples e composto pode não justificar uma análise extensa, desde que:
- a taxa seja baixa
- o valor envolvido seja pequeno
- a regra do contrato seja clara
Nesses casos, o risco maior não é o modelo, mas interpretar mal a regra aplicada.
Quando usar o modelo errado muda a decisão
Há situações em que errar o tipo de juros altera completamente a conclusão:
- comparar propostas de crédito com metodologias diferentes
- avaliar se vale antecipar ou não uma dívida
- calcular custo real de atraso prolongado
- projetar saldo futuro em aplicações de longo prazo
Nesses casos, usar juros simples por conveniência — ou compostos por hábito — leva a decisões baseadas em números que não refletem o custo real.
Quando o erro não está no cálculo, mas na comparação
Em muitas decisões financeiras, o problema não é calcular juros simples ou compostos corretamente, mas comparar opções que usam regras diferentes como se fossem equivalentes.
Isso acontece com frequência em crédito, parcelamentos e limites oferecidos por instituições distintas. Antes de usar qualquer cálculo, vale entender como essas comparações costumam ser feitas — e onde elas distorcem o custo real.
→ Limite de crédito e renda: como as instituições realmente calculam
Como usar esta calculadora de forma correta
Antes de inserir qualquer número, responda a uma pergunta:
Este juro é capitalizado ao longo do tempo ou não?
Se a resposta for “não”, use juros simples.
Se for “sim” — ou se o contrato atualiza saldo periodicamente — use juros compostos.
A calculadora existe para mostrar o impacto, não para decidir por você.
O critério vem antes do botão.
Simulação prática: juros simples vs. juros compostos
Use esta simulação apenas para confirmar o impacto do modelo de juros no valor final.
Ela não decide por você, mas ajuda a visualizar quando a capitalização muda o custo real – especialmente em prazos mais longos ou taxas recorrentes.
Simulação prática (simples x compostos)
Preencha os valores e clique em Calcular. Sem cálculo automático.
⚠️ Se o resultado não bate com a sua proposta ou contrato, o erro geralmente não está no cálculo — está na regra aplicada (simples vs. composto, periodicidade ou base da taxa).
Esta calculadora foi criada para apoiar decisões financeiras práticas, não para substituir contratos ou regulamentos.
Limites desta página
- Esta ferramenta não substitui o contrato, a lei ou o regulamento aplicável.
- Ela não define qual taxa é “justa” ou “boa”.
- Não considera impostos, correção monetária ou encargos adicionais.
- Em situações onde a regra é ambígua ou mal explicada, o erro mais comum não é de conta, mas de interpretação. Veja quando errar a regra custa mais do que errar o número.
Ela serve para uma função específica: evitar erro de modelo antes da decisão.
Decisão resumida
- Juros simples → penalidades, regras fixas, sem capitalização
- Juros compostos → crédito, dívida, investimento, saldo atualizado
- O erro não está no número, mas no modelo aplicado
Se o cálculo não respeita a regra real, o resultado não ajuda — mesmo que pareça preciso.






